Considerações iniciais:
Que escolha difícil. Textos excelentes e muito bem escritos. Meus sinceros parabéns a uns 18 dos 20 textos enviados para apreciação.
Alguns reli até 5 vezes. Aliás, como sempre gostei de “textos corridos” em geral, adotei uma metodologia bem mais técnica do que no verso. Todos foram lidos pelo menos 2 vezes, tirando uma leitura sem pretensões (que foi a primeira). Nelas eu vi a parte gramatical (ortografia, pontuação etc) e questões de temática e coesão. Procurei ver se tinha alguma coisa já publicada (como no textos da Anta). Após isso, selecionando uns 6 “não reprovados” pelo sistema binário, escolhi os favoritos, que se seguem (após, considerações sobre não escolhidos).
Escolhido 1:CRUZ NA ESTRADA, por Afonso – inicia com Aquela estrada carroçal...: Meu favorito com muita SINCERIDADE. É “objetivo” na história (o que revela “personalidade”). É a forma de prosa que chamamos de conto, na sua mais crua acepção. Possui, gramaticalmente, uma coisinha ou outra que poderia mudar, mas nada que insidioso à língua portuguesa. Prefiro até pensar em “licença literária”. Subjetivamente nos deixa apreensivos, pensando que iria atingir um lugar comum ao mostrar que, num lugar que morre tanta gente, nasceria uma vida. Todavia, temos um natimorto. Excelente.
Escolhido 2:A Feiticeira e o Cavaleiro, por Autor Anônimo - inicia com Era uma vez um menino...: De uma simplicidade quase poética! Adoro quando se resolve “não inventar” fórmulas literárias. Escreveu de forma simples, limpa e linda. O mote do texto me agrada. Difícil enxergar erros de português.
Escolhido 3: TIÃO CASCUDO, por Marcelo Tubarão – inicia com A história oficial diz que o gol...: Sinceramente quase me arrependo da escolha, em alguns momentos. Em outros, me deixa feliz. É um conto interessantíssimo, daquelas histórias que não podem ficar adstritas a uma pessoa ou família (se fosse/for verdade). Venceu dois concorrentes na disputa da “terceira posição” que, tecnicamente (como redação), são mais bem escritos (falarei deles abaixo). Foi uma vitória da tenacidade do velho... do vigor do tema!
Menções honrosas:
Por pouco dois textos não conseguem. O texto 10 – O Barco Amarelo- é muito bem redigido, mas faltou o tema (que sobejou no Tião Cascudo). Por outro lado, Quem tem medo do Zé Maluco- possui temática forte, mas ficou atrás talvez por uma má revisão do texto.
Ademais: A anta é deprimente e quem escreveu Olímpia e Asco precisa de tratamento (um exagero no fetiche e falta de pudor).
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