fevereiro 15, 2011

Igor


Sei lá, julgar poesia é mais difícil que julgar prosa. Eu realmente não vou fazer paralelos aqui. Peço licença pra vocês, justificando minhas escolhas ao destacar as partes que mais me tocaram e pá.  Em tempo: Feliz por não ter nenhum CARPINEJAR entre os poetas faoteiros.
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Primeiro lugar,A Barca, por Francisco L.
Psicologicamente, Freud pousou no meu ego
Ele disse: “Se cair, eu pego!”
Falou. Falou. Falou até cuasparede
Elas respoderam: “Ok Freud, hora da rede”
Fora isso, tenho projetos pendentes:
Dirigir um sonho com atores decadentes
Nave espacial, mocinho e uma bela atriz
“Capitão, qual o botão para ser feliz?”
Me arrancaram sorrisos sinceros e pra mim isso é o bastante. Vou ficar te devendo um comentário decente. Só digo que o humor que você coloca não diminui a beleza. Nem o coloquial esconde a sutileza. Valeu mesmo, foi bem legal ler isso.
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Segundo lugar,  Contra A Casa, por .Luis

Quem é você e por que você faz poema sobre um momento da minha vida? Aconteceu algo IGUAL comigo quando era criança. Bizarraço.
Curti bem a forma como tu fecha cada estrofe, porque o “mundo”, a “casa”, o “nada”  e o “nós”, porque as palavras antes delas fazem o entendimento ir além.
Esse clima dramático pra algo que só é assustador quando você é criança: só quando há nostalgia pura.
Bonita, parabéns.
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Segura o terço que lá vem Aninha
Se tem sentimento, minha formosinha,
dá uma risadinha do meu soneto?

Hauhauha, poesia OLDSCHOOL: tem métrica (!). Bonito e leve. Gosto do jogo das palavras. Acho que se a Aninha não der uma risadinha do seu soneto, você deveria bater nela com um pau e ligar maria da penha, pois é vagabunda.  Segundo lugar.

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