-, por Francisco
RESENHA:
A vantagem de se escolher um tema surreal é que por mais desconexo que ele seja o autor vai ter sempre uma boa (ou não) explicação para o roteiro. Esse não é o caso. Rapidamente o autor me conquistou pela forma factível que a cena se desenha. A metáfora com os personagens e a insignificância da personalidade da pessoa é uma maneira interessante de casar o humor de um inseto intruso com a desgraça humana.
Méritos para a simplicidade na escrita que consegue transmitir de maneira clara e objetiva o conteúdo. Simplicidade sem ser simplório. Objetividade que prende a atenção.
TIÃO CASCUDO, por Marcelo Tubarão
História deliciosa. Personagens interessantíssimos e bem construídos, com alma. Uma bela paisagem familiar com a temática do futebol usada como pano de fundo para um bonito causo. Tem tudo que uma boa história precisa.
A estética gramatical concisa do primeiro ao último parágrafo conseguem dar um estilo próprio para o texto, sem se perder em modismos ou gírias desnecessárias.
Ponto positivo é que o autor não usa argumentos para chocar gratuitamente o leitor. Tudo é preto no branco, factível e encantador.
Olimpia, por Van
RESENHA:
Descrição minuciosa das cenas... além da história ser interessante, com um personagem enigmático, em cada detalhe é possível enxergar o transcorrer da ação com direito a detalhes físicos dos lugares.
O desfecho é só uma desculpa conclusiva - toda narrativa é uma reflexão sobre as relações humanas.
Loucura, paixão, posse, transgressão, violência são ingredientes óbvios na maioria das vezes - mas aqui esses argumentos fogem do lugar comum, é o gancho que mantêm um bom ritmo para o texto e o interesse em saber onde o roteiro vai chegar.
“Porcos. Homens são sempre porcos. Desvirtuam a mais bela manifestação de amor e desejo, aniquilando suas chances de conquista pela possibilidade de uma foda exibicionista.” – o chauvinismo masculino exposto em uma bandeja de prata.
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