fevereiro 10, 2011

Águas Salgadas

(Autor Anônimo)

A brisa constante
me salva da insanidade
as ondas sedutoras
carregam a minha saudade

O por-do-sol no horizonte
me faz lembrar das sereias,
a carente luz do farol,
é a solidão que norteia...

A guia azul e branca me guia,
me afaga, consola e alivia
o feitiço do luar me chama,
maresia me envolve e me ama...

E vem... e vai... e vem... e vai...

É o som, eu sou do mar,
eu sou do mar
ele me adota
e vem me ninar

Odo yá, Iemanjá,
Iemanjá,
realiza meu sonho
que naufraga no mar...

O vôo das gaivotas,
esperança no espelho d´água
aplaca a ansiedade
e leva embora a mágoa

O balé dos peixes,
a fúria das ressacas,
um misto de medo e beleza,
descarregando as tristezas...

E vem, e vai... e vem, e vai...

É a cor, a dor do mar
a dor do mar
encanta os homens
que se põem a chorar

Janaína, vem me salvar
vem me salvar
realiza meu sonho
que naufraga no mar.

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