Considerações iniciais:
Sinceramente, nunca fui muito “fã” de poesia. Sempre preferi textos corridos e histórias, reservando o adjetivo “demodê” aos versos. Todavia, aos poucos vou me acostumando com eles, embora minha escolha, nessa vertente do concurso, seja baseada muito mais em subjetivismo do que em tecnicismo.
Colocarei a seguir minhas três escolhas, seguindo de duas menções honrosas (que poderão ser editadas quando forem transcritas) e minhas considerações finais.
Meus favoritos:
1-) Sobre amor, reforma e saudade, por Erick G. (, iniciando com o verso A africana foi beijada de língua pela portuguesa)- Se eu tivesse que fazer uma gradação seria o terceiro lugar. É simples e belo, embora demasiado curto. Essa escolha teve um forte viés: como achei que o clichê imperou em boa parte dos textos e versos (nestes últimos temos uns parecidos com parnasianos, outros com poemas do “mal do século” e outros com músicas do Engenheiros do Hawai), escolhi este pois “interpretou” bem o papel de Camões. Críticas à parte, vi muita beleza nas curtas linhas.
2-) A Barca, por Francisco L. (- iniciando com o verso Solicitado pelo corpo docente)- Sinceramente meu favorito. É algo atualíssimo, engraçadíssimo e bem “metrificado”. O autor demonstrou cuidado ao usar neologismos (em itálico), estruturou bem o texto... enfim... fez um poema legal e despretensioso. Parabéns!
3-) Soneto da simplicidade ou versinhos para meu primeiro amor, porMarcelo Tubarão (iniciando com o verso Primeira linha da primeira quadra). Muito bem estruturado e metrificado, é a minha última escolha. Novamente cai no clichê- me parece que a qualquer momento a Fernanda Takai vai declamá-lo ou até cantá-lo, mas esse, assim como o primeiro, não se ofuscam por esse detalhe. Chuto que foi escrito por mulher.
Menções honrosas:
Gostei muito do texto 11: Águas Salgadas- quero incentivar o criador a continuar o trabalho e peço até desculpas pelas críticas (que podem soar infundadas): só não votei porque tem MUITO jeito de música e aquela heroína (Janaína) ficou aleatoriamente colada no final (na minha opinião).
A guerra do pleonasmo (texto 8) é bom também, mas trata-se de um caso em que o clichê (na minha opinião saliento mais uma vez) ofuscou a qualidade. Nessa eu imagino o vocalista dos Engenheiros do Hawai falando de Hertz metálico etc. Mas, mesmo assim, gostei, apesar de não escolher.
Considerações finais:
A qualidade é muito boa, embora eu acabei por achar que a prosa teve melhor desempenho. Acabei sentindo que muitos tiveram “medo de errar” e acabaram por tolher a criatividade. Outros procuraram se adaptar a um estilo, e Não fazer o estilo se “adaptar”.
Parabéns aos 3 escolhidos e a todos!
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