Afonso
- É um tumor vizinho do pulmão.
- O que faço, doutor?! O que é que eu faço?!
- É caso grave... É um grande freimão...
- Então corta a carne! Pega do aço!
Arranca esse caroço do meu peito!
Esse deve ser o único jeito...
Não posso morrer assim, sou um Homem!
- Logo, logo, ele chega ao abdômen...
- Que tamanho tem isso, doutor?! Mede-o!
- É grande o bastante para enterrar-te...
Preso à fina força e com muita arte.
- O que faço, doutor?! Verdade crua...
- Faz nada, amigo. Já não há remédio...
Tu és da doença, e a doença é tua.
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